História do Andebol

História do Andebol

Breve História do Andebol

O Andebol era já um jogo bastante difundido na Alemanha no século XIX. Em 1920, Schellenz, professor da Escola Normal Superior de Educação Física de Berlim, lançou as bases do andebol de 11, praticado num campo de futebol e inspirado nas suas regras, mas jogado com as mãos. Nos países escandinavos e por razões climáticas, este desporto era praticado em recinto coberto e com 7 jogadores. Após a Segunda Guerra Mundial, a modalidade de 11 jogadores entrou em declínio, enquanto a de 7 se impunha como um desporto europeu, sobretudo nos meios escolares. O andebol masculino passou a fazer parte das modalidades olímpicas em 1972 e o feminino em 1976. É hoje um dos desportos coletivos mais populares a nível mundial, e crê-se que o segundo desporto mais praticado em Portugal, a seguir ao futebol.

 

O Andebol em Portugal

O Andebol iniciou-se em Portugal em Novembro de 1929, com a publicação das regras no extinto jornal Sports. Fundada em 1 de Maio de 1939, por iniciativa das associações de Lisboa, Porto e Coimbra, a Federação Portuguesa de Andebol, atualmente Federação de Andebol de Portugal, foi o corolário lógico do desenvolvimento de uma modalidade que, segundo os dados existentes, tem o seu arranque em Portugal ligado a Armando Tschopp, responsável pela publicação das suas regras no extinto jornal Sports, em Novembro de 1929.

Divulgadas as regras e desenvolvidos os passos iniciais, as associações de Lisboa e Porto organizam as primeiras competições oficiais no ano de 1932, ainda na variante de onze, já que o andebol de sete só apareceria bastante mais tarde (1949). Para a história ficam, ainda, a realização do I Porto-Lisboa (Junho de 1934) e a entrada da FPA como estado fundador de Federação Internacional de Andebol (IHF), em 1946.

Hoje, a realidade é bem diferente. Ninguém duvida de que o andebol está no top das modalidades e é uma referência a nível nacional e internacional. Os números dizem tudo: mais de 30 mil atletas e agentes desportivos; prática regular de norte a sul, no continente e nas regiões autónomas; a modalidade mais praticada pelas mulheres portuguesas. A presença regular do andebol português nas mais importantes atividades internacionais atrai mais público e provoca um crescendo de audiência, nomeadamente nas cada vez mais frequentes transmissões televisivas. Atualmente o campeonato interno masculino está dividido em quatro divisões nacionais e restantes divisões regionais.

A nível europeu Portugal ainda não se encontra na condição de disputar títulos internacionais com as grades potências europeias (Espanha. França, Alemanha, Rússia, por exemplo). Contudo tem-se verificado uma constante evolução aos longos dos anos em parte devido à falta de orçamentos dos clubes que apontaram as suas energias para a aposta na formação.

 

Quadro de Honra em Provas Oficiais

 

1976 (Portugal) – Campeão do Mundo – Grupo C (11 países) – Seniores Masculinos

1992 (Suíça) – Campeão da Europa (36 países) – Juniores Masculinos (Sub-19)

1992 (Hungria) – 6º lugar no Campeonato da Europa (28 países) – Juniores Femininos (Sub-18)

1993 (Portugal) – 1º lugar na Taça Latina (Esp., Ita., Fra. e Por.) – Juniores Masculinos (Sub-19)

1993 (Egipto) – 10º lugar no Campeonato do Mundo (126 países) – Juniores Masculinos (Sub-21)

1994 ABC – Vice-Campeão Europeu de Clubes (33 países)

1994 (Israel) – Vice-Campeão Europeu (36 países) – Juniores Masculinos (Sub-19)

1994 (Dinamarca) – Campeão Europeu Escolar – Femininos

1995 (Argentina) – 3º lugar no Campeonato do Mundo (137 países) – Juniores Masculinos (Sub-21)

1996 (Roménia) – 7º lugar no Campeonato da Europa (38 países) – Juniores Masculinos (Sub-20)

1997 (Japão) – Participação no Campeonato do Mundo – Seniores Masculinos

1999 Apuramento para a fase final do Europeu de Seniores.