A FAMÍLIA E A ESCOLA

Pais são exemplos para os filhos em suas atitudes e hábitos a todo momento

Os pais são a primeira referência comportamental da criança, portanto é comum que copiem deles não só o falar e andar, como também atitudes e hábitos de vida.

                                                                                                                                                           

COMO AJUDAR O SEU FILHO

Pais atentos e empenhados geram geralmente filhos mais educados e produtivos.

- Aponte estratégias para melhorar e incentive-o a esforçar-se. 

- Deve sempre ficar combinado que o que se começa em setembro só se abandona e renegoceia em junho.

- Elogie o estudo com vontade e dedicação, encorage a estabelecer o seu própio horário de estudo em casa, mas tenha uma palavra a dizer.

- Ensinar-lhe o sentido da responsabilidade, a lidar com a frustração, a ver o ponto de vista do outro e a perceber que tem de aceitar um não.

- Antes dos 12 anos, não deixe ter computador ou televisor no quarto e é importante que a TV esteja numa área partilhada por adultos. 

- Mantenha uma atitude positiva, evite a crítica e a zanga. 

- Recompense pelo esforço e pelos pequenos sucessos. A recompensa não tem de ser dispendiosa.

 
 
 
Que erros devemos evitar na rotina familiar?

- As crianças devem dormir, no mínimo, nove horas e meia ou dez por dia.

- A seguir ao jantar, evite as brincadeiras ruidosas.

- É importante preparar a roupa e a pasta para o dia seguinte.

- Acordar com tempo para tomar o pequeno-almoço em família, durante 15 minutos.

 

                                                                                                                                                        

 

A Motivação Escolar: alguns conselhos para alunos e pais

O segredo do sucesso escolar reside na motivação: esta deverá ser forte mas não excessiva, de forma a que não conduza à ansiedade e ao medo de fracassar.

Sem motivação aprende-se pouco e esquece-se depressa. Um estudante motivado concentra-se no trabalho, não se dispersa nem interrompe o estudo. Além disso, tudo o que é significativo e interessante para o sujeito permanece mais tempo na memória e pode ser recordado com facilidade.

 

Os pais devem ser os primeiros parceiros da escola… Porquê?

- Ficam a conhecer o percurso escolar do filho

- Ficam a conhecer o funcionamento da escola

- Ficam a conhecer o currículo do ano letivo presente

- Ficam a conhecer o espaço

- Ficam a conhecer os professores e auxiliares de ação educativa

 

                                                                                                                                                        

 

“Estudar, como se faz?” Aspetos a ter em conta:

- Criar hábitos de estudo

- Planear e diversificar

- Ler, explicar e praticar

- Local de estudo

- Promover autonomia

VEJA AINDA  ---»  10 PASSOS PARA PÔR O SEU FILHO A ESTUDAR MELHOR

 

                                                                                                                                                        

 

A importância da leitura

Ler é  a capacidade que o ser humano tem de compreender o modo escrito.

Ler é  descodificar, extrair o significado da escrita, daí que a leitura seja vista como um processo interativo entre o leitor e o texto, através do qual o primeiro reconstrói o significado do segundo.

A leitura ajuda a criança a construir a sua identidade, a sua relação com o mundo e a tornar-se num ser activo e tolerante. Mediante o apelo ao imaginário, a leitura permite-lhe a transposição de universos, a vivência de outros modos de ser, a resolução de conflitos interiores e de problemas de ordem psicossocial.

 

 

 

                                                                                                                                                      

 

A importância do sono

O sono alivia o stress, mantém o metabolismo no ritmo, ativa a memória, melhora a concentração, fortalece o sistema imunológico, repara o corpo e até ajuda a perder peso!

Uma noite bem dormida estimula a produção de diversas hormonas, entre elas a hormona do crescimento, cuja produção ocorre predominantemente durante o sono e que, além de propiciar o crescimento, também é responsável pela renovação da pele, ossos e músculos.

 

                                                                                                                                                                       

 

Benefícios da actividade física

A actividade física e os desportos saudáveis são essenciais para a nossa saúde e bem-estar. Constituem um dos pilares para um estilo de vida saudável, a par de alimentação saudável, vida sem tabaco e evitar outras substâncias perigosas para a saúde.

 

A prática regular de actividade física e o desporto beneficiam, física, social e mentalmente, toda a população, homens ou mulheres de todas as idades, incluindo pessoas com incapacidades

 

 

                                                                                                                                       

Disciplinar as crianças

Pequenas, mas com vontades próprias, as crianças necessitam de disciplina para conhecerem os limites e valores importantes como o respeito. No entanto, a disciplina não deve ser reservada exclusivamente para os momentos em que as crianças se portam mal, deve ser algo contínuo para que a criança saiba ela própria distinguir entre o que é certo e o que é errado. Mune-se destas estratégias para ter sempre crianças bem comportadas.

 

 

 

                                                                                                                                                        

 

Obesidade

A maioria dos estudos têm identificado erros nos hábitos alimentares como sendo o principal fator responsável por causar obesidade nas crianças. Além disso, a falta de atividade física bem como outros fatores genéticos têm sido identificados como principais razões por trás ganho de peso repentino em crianças.

 

Dicas para a alimentação da criança

Os pais devem ajudar a criança a adotar hábitos de alimentação saudáveis, algumas dicas são:

  •   Evitar comprar alimentos industrializados, que são açucarados ou gordurosos, como bolachas, refeições pré-preparadas.
  •   Comprar uma grande variedade de frutas e legumes e dar preferência às frutas cítricas e aos vegetais comidos crus.
  •   Os vegetais que necessitam ser cozidos, como a vagem, a berinjela, a abobrinha ou os cogumelos, devem ser preparados ao vapor, sem sal e o azeite deve ser adicionado em pouca quantidade.
  •   Não oferecer à criança refrigerantes, dando preferência à água e sucos de fruta naturais.
  •   Comprar um prato de tamanho infantil.
  •   Evitar que a criança fique distraída durante a refeição, não deixando que veja televisão ou utilize jogos.

 

 
                                                                                                                                                        
 

A negociação entre Pais e Filhos

 
A maior parte das vezes surgem problemas de conflito na relação entre pais e filhos, na tentativa da regulação do poder em casa.
Atitudes firmes e a definição de limites são essenciais para promover a autonomia dos filhos e a autoridade exercida pelos pais necessita de ser regulada e flexível. Esta autonomia deverá ser regulada em função das diferentes situações, dos temas, impedindo a colisão entre a autoridade dos pais e o adolescente com a necessidade de se afirmar, da sua dignidade, da sua auto-estima, confiança com algum controlo que permita o suporte e a segurança de que também ele precisa.
Frases como “é assim porque eu quero” ou então “tens de aceitar o que te digo” não ajudam a construção de relações saudáveis entre pais e filhos. Podemos sempre optar por dizer “é a melhor decisão tendo em conta as outras hipóteses”… ou então “mas diz-me quais são os teus argumentos”? ou ainda, “vamos analisar em conjunto todas as hipóteses.”
 
Autora: Maria João Matos

 

Comunicação entre pais e filhos

 

A adolescência é vista como uma fase da vida do ser humano com exigentes tarefas de desenvolvimento que implicam diversos ajustamentos, quer do adolescente quer da sua família. Uma comunicação eficaz entre pais e filhos é verdadeiramente importante para que a caminhada da adolescência seja feita de forma tranquila, na busca de novos equilíbrios. 

 

A criação de um ambiente onde possam ser partilhadas ideias e emoções de forma segura, livre e respeitadora, constitui um primeiro passo para que a comunicação seja eficaz. É importante que todos os elementos se sintam à vontade para partilhar dúvidas, levantar questões, expressar ideias e sentimentos, revelar preocupações, anunciar conquistas... Dediquem todos os dias alguns minutos de partilha aberta entre todos os elementos da família.
 
Autora: Inês Afonso Marques

 

                                                                                                                                                        

 

Perigos da internet

Nem sempre é tarefa fácil distinguir entre aquilo que é, ou não, perigoso/ilegal. O acesso é fácil e os materiais abundam, não faltam sites de conteúdo racista, xenófobo, ou de puro incitamento à violência.

 

ALGUMAS REGRAS QUE OS PAIS DEVEM ACONSELHAR

- Nunca digas as tuas passwords a ninguém

- Nunca dês informações sobre ti, de forma a poderes ser identificado (nome, telefone, morada, foto) 

- Não abras e-mails de quem não conheças (pode conter um vírus!)

- Evita o envolvimento em discussões desagradáveis

- Abandona os “chats” se alguém for rude ou desagradável contigo

- Nunca deves ter encontros com “amigos” feitos online, sem a presença de um adulto, de preferencia os teus pais. (Na realidade não sabes quem esses amigos são)

- Comporta-te sempre de forma educada

- Pede ajuda aos teus pais e/ou aos professores quando tiveres algum problema

 

 

 

                                                                                                                                                       

 

Como sei que o meu filho está a ser vítima de violência na escola?

Sempre que notar alterações no humor do seu filho, abatimento físico e psicológico, sem paciência para nada, mais alheado da família do que de costume, mais introspectivo, com piores resultados na escola, com queixas físicas permanentes (dor de cabeça, de estômago, fadiga), irritabilidade extrema, inércia. Se bem que muitos destes sintomas possam ser confundidos com a adolescência, é necessária uma atenção redobrada…

Sinais de alerta da violência infantil: ira intensa,  ataques de fúria, irritabilidade extrema, frustrar-se com frequência, impulsividade, auto-agressão, poucos amigos, dificuldade para prestar atenção, inquietude física.

 

                                                                                                                                                        

 

Drogas, pais e filhos: sinais de alerta

 

Ainda na expectativa de ajudar os pais na prevenção do uso de drogas por parte dos seus filhos, eis alguns sinais de alerta:

  • Desinteresse repentino pelos verdadeiros amigos, pela escola, pela família e pelos desportos.
  • Isolamento. Passar horas a fio na rua ou enfiados no quarto.
  • Pedir bastante dinheiro em casa, utilizando os mais variados pretextos (virtual pagamento de multas, gasolina, etc.).
  • Começar a ser bastante crítico com as pessoas e com a vida.
  • Cada vez mais dificuldade em acordar ou adormecer.
  • Mudança súbita de vestuário e desleixo.
  • Desaparecimento de objectos pessoais ou de familiares (ouro, antiguidades, etc.).
 
                                                                                                                                                        
 
Os pais separaram-se, e agora?

 

Num processo de divórcio, em última instância, a criança precisa de ouvir e de sentir que não é culpada pela separação. Por esse motivo, ajude-a a expressar emoções, manifestando total disponibilidade para a escutar – acalmando medos, clarificando dúvidas e mal-entendidos e demonstrando amor incondicional.

É imperativo que se vão construindo novas rotinas, momentos para estar com o pai e com a mãe, para telefonar a um quando está com o outro. As rotinas devem ser estáveis, explicadas e respeitar as necessidades da criança, evitando momentos que tendencialmente criam ansiedade, o que também é válido para as rotinas diárias como a hora a que se faz os trabalhos de casa, se toma banho, janta e os rituais associados à altura de ir para a cama, por exemplo.

                                                                                                                        

Auto-estima

Não acredita que é capaz, frequentemente não quer experimentar uma nova actividade ou desiste facilmente como se não quisesse saber ou fica aflito com a possibilidade de falhar. Às vezes, sente-se o pior da turma, a miúda mais feia ou aquela que faz sempre tudo mal. Sabe que pode ser falta de auto-estima?

Talvez queira experimentar algumas dicas, enquanto não começamos a trabalhar consigo e com o seu filho:

  • Elogie-o sempre que tenha um bom desempenho ou comportamento;
  • Promova actividades simples em que consiga ter sucesso e elogie-o por isso;
  • Converse com ele e promova a expressão do que sente.

Este tipo de comportamentos pode ter a sua origem nas mais variadas situações:

  • Dificuldades de integração social;
  • Insucesso escolar;
  • Dificuldades de aprendizagem;
  • Conflitos familiares;
  • Falta de oportunidades para desenvolver a auto-estima;
  • Depressão infantil.

 

As boas notas não aparecem por obra e graça do Espírito Santo. Basicamente, a 'receita' é muito trabalho e espírito de persistência. Desvendamos em seguida alguns trunfos dos bons alunos:

1- Sabem porque estudam

Ninguém se esforça sem um objetivo, e para a maioria das pessoas estudar é chato. Passada a novidade de já sabermos ler, que é excitante, a partir daí é sempre montanha abaixo. Mas dê-lhe um objetivo, para não viverem no vazio. Claro que para alguém com 13 anos, ser adulto e estudar para ganhar a vida e ser médico ou advogado ou eletricista quer dizer muito pouco. Se lhes perguntar o que é que pensam fazer aos 18 anos, a resposta será provavelmente 'ator', ou 'jogador de futebol' ou 'corredor de 'tunning' mas de qualquer maneira, explique que mesmo para ser um bom corredor de tunning convém não ser ignorante.

2- São organizados

Ser organizado nem sempre é ter tudo muito certinho e arrumadinho em pastas e sublinhadinho a azul-bebé e amarelo-limão: é saber que tipo de organização combina com a nossa cabeça. Há excelentes alunos aparentemente desorganizadíssimos. Mas geralmente, o maior problema quando se tem 12 ou 13 anos é a incapacidade de programar as coisas: primeiro porque de facto nada daquilo lhes interessa muito, e o cérebro naturalmente se recusa a gastar muita energia com aquilo que não vê como essencial, e depois porque a maioria não tem hábitos de planeamento. Não complique ainda mais: faça um calendário grande de parede onde possam assentar os dias dos testes e habitue-os a estudar com antecedência para não aparecerem verdes de véspera a dizer: "Socorro, amanhã tenho teste de matemática!"

3- Estabelecem uma rotina

O melhor é fazer os trabalhos assim que se chega a casa: está-se mais fresco e fica-se logo despachado. Mas verifique o que funciona melhor com ele: há crianças que preferem relaxar primeiro, ver um bocadinho de televisão ou jogar 15 minutos no computador antes de fazer os trabalhos. O melhor é fazê-los sempre à mesma hora, e sem a televisão ligada.

4- Fazem resumos

Estudar não é ficar imenso tempo a olhar para o livro com os olhos em alvo à espera que o ponteiro do relógio decida mexer-se. Ensine a sublinhar as partes mais importantes, resumir por palavras dele, treinar a memória. Mostre como se usa um dicionário, como se pode usar a 'net' (se tiver) e quem pode ajudar se tiver uma dúvida.

5- Não têm medo de falhar

Os bons alunos sabem que ter uma nota mais baixa de vez em quando é tão normal como tropeçar quando se vai a andar, e conseguem usá-la para perceber o que está mal: afinal, sabem usar um passado de boas notas para saber que vão ser capazes de conseguir.

6- Não têm medo de se esforçar

Curiosamente, não ter medo de se esforçar está ligado a não ter medo de falhar: para ter boas notas, temos mesmo que mergulhar na matéria. Estudar tem de dar trabalho, mas depois, ter uma boa nota é compensador: ensine-o a sentir-se orgulhoso do seu trabalho. Elogie sempre que ele tiver uma boa nota, não tome a coisa como a sua obrigação. Elogie também o esforço, quando houver, mesmo que ele não tenha chegado à positiva. De vez em quando, principalmente quando não é esperado, um presentinho também é bem-vindo e pode funcionar como um incentivo.

7- Não deixam arrastar as dificuldades

Não o meta logo na explicação, principalmente quando eles já estão desmotivados. Mas há disciplinas onde, se a pessoa perde o pé, já não consegue andar para a frente. Por isso, convém estar atento e pedir ajuda logo que se levanta uma dificuldade que se pode resolver com uma ou duas explicações, para não deixar acumular. Mas cuidado com as muletas: 'andar na explicação' pode ser uma ajuda preciosa mas muitas vezes transforma-se numa muleta. Além disso, retira-lhe tempo precioso para fazer outras coisas.

8- Conseguiram dar a volta ao estereótipo

Ser bom aluno, às vezes, é um estigma: graças à 'dor de cotovelo' nacional, ainda achamos que são marrões, chatos, e snobes. Se tiver a sorte de ter uma criança dotada, tente preservá-la da inveja e não deixe que os outros façam comentários destes, e sobretudo não deixe que ela pense isso de si própria.

Como sabe quem já leu o 'Harry Potter', há muitas adolescentes que se acham feias e compensam sendo boas alunas: não descure a parte visual, tão importante para quem está a crescer. Vá com elas comprar roupa bonita (hoje já nem sequer é preciso que seja cara), incentive-as a praticar algum exercício de que gostem, e, se for preciso, leve-as ao nutricionista.

9- Gostam de livros

Uma pessoa que lê bem é uma pessoa que pensa bem, porque tem as palavras com que o fazer. Por isso habitue-o a ler desde pequenino. E desde pequenino não é desde que aprende a ler, é desde que consegue olhar para um livro. Isto não é o trabalho da escola, porque a escola não ensina a gostar de ler, ensina apenas a ler. Nada do que é obrigatório nos dá prazer. Se os livros forem apenas os livros da escola, ele nunca há-de aprender que bom é descobrir o que os 'Cinco' fizeram ou seguir a vassoura do Harry Potter. Se lhe calhou na rifa um 'informático' mais dado aos jogos de consola do que às vassouras voadoras, tente aliciá-lo com livros sobre coisas que lhe interessem: animais, surf ou computadores. É melhor que ele leia qualquer coisa de que goste - mesmo que não seja Camões, do que nada. Claro, muitas vezes, a dificuldade é que a nossa vida não está para o ritmo calmo dos livros, que parece pertencer a outro tempo. Os livros exigem-nos que paremos, que nos sentemos para pensar e para sonhar. Faça o possível para que o seu filho ainda seja capaz de 'respirar' dessa maneira.

10- Conseguem sonhar

Ele quer ser baterista? Não deite imediatamente as mãos à cabeça a gritar "Ai meu querido filho nem penses, não me desgastei estes anos todos para dares em artista como o teu tio Jeremias, vais mas é ser vendedor de imobiliário como o teu padrinho." Há uma idade em que eles querem ser bateristas num mês, cientistas da NASA no seguinte, e acumularem com vulcanólogos e diretores de fábricas de chocolate. Além disso, na adolescência querem todos ser atores: os adolescentes são naturalmente narcisistas, e ser ator corresponde ao sonho de terem uma audiência inteira a dar-lhes a atenção que eles querem. Por outro lado, a maioria vive fechada na escola ou em casa e não tem grande noção de como o mundo funciona e das profissões que podem de facto escolher. Não lhes corte imediatamente as asas: deixe-os sonhar, mas ao mesmo tempo vá deixando que eles tenham contacto com pessoas de várias áreas, para que tenham uma ideia real das hipóteses que podem escolher.

11- Têm imaginação

O nosso mundo valoriza acima de tudo a capacidade de ganhar muito dinheiro rapidamente, mas não é isso (ou enfim... só isso...) que nos faz felizes. É uma mensagem difícil de contrariar, até porque também ninguém quer que as crianças passem fome quando crescerem, coitadinhas, mas é importante mostrar que isso não é o mais importante nesta vida. É fundamental desenvolver-lhes a imaginação e a capacidade de sonhar, é fundamental dar-lhes colo mesmo quando eles já não nos cabem no colo, porque é isso que nos faz felizes. E ninguém é um bom aluno se for infeliz.

12- Conhecem-se a eles próprios

Ninguém é bom a tudo, toda a gente tem pontos mais fracos e mais fortes. Ensiná-lo a saber qual é o seu tipo de inteligência, quais são os seus talentos, e em que área é que será mais feliz, poupa muitas desilusões futuras. Qualquer pessoa gosta de cantar, mas nem toda a gente vai concorrer aos 'Ídolos'... Por outro lado, saber que é bom em alguma coisa ajuda a superar um fracasso, ajuda a fazer o raciocínio do tipo: "se eu sou suficientemente esperto para ter uma boa nota a História, com um bocadinho de trabalho também posso ter boa nota a matemática." Ensine-lhe que tudo é uma questão de esforço e de organização.

13- Treinam o coração

Enfim, nem todos os bons alunos são boas pessoas, mas precisamente para que o cérebro não ocupe o lugar do coração é que é importante falar nisto. O coração é um músculo: também se treina. Infelizmente, a nossa maior preocupação é que eles sejam bons alunos, e nunca nos preocupa que sejam boas pessoas, desde que não andem por aí a bater a ninguém. Como sabem as mães que já experimentaram, ensinar a ser boa pessoa é um trabalho muito mais duro que ensinar matemática. Pôr-se no lugar dos outros exige imaginação, pensar nos outros exige autocontrole, e poucas crianças conseguem fazê-lo. Claro que não é treiná-los para Madre Teresa nem pregar-lhes moral, mas habituá-los suavemente a pensar nos outros: pode começar já com os irmãos. É muito mais difícil aprender a tratar bem os irmãos do que mandar brinquedos para os pobrezinhos da paróquia.

14- Os pais entram na escola

Esteja presente nas reuniões, saiba o que se passa, conheça os professores. Muitas vezes, as crianças são completamente diferentes na escola e em casa, e é engraçado ver até que ponto temos um filho simpático e inteligente e se calhar nunca tínhamos dado por isso...

15- Têm tempo mesmo livre

Tempo livre não é andar no futebol, no ballet, na natação, nos computadores, no inglês... Isso pode dar prazer, mas tempo livre é tempo livre mesmo, e para se ter a cabeça suficientemente descansada para ser bem utilizada é preciso tempo para não pensar em nada. Além disso, a vida não é só a escola: ele tem de ter tempo para pensar, para namorar, para jogar jogos de consola, para ler livros idiotas, para ver a telenovela, para fazer asneiras, para passear o cão, para aprender ponto cruz, para aprender a cozinhar, para ir a casa da avó, para se aborrecer. É em casa que aprendemos a viver, não na escola.

16- Aceite-o como ele é

Uma boa nota é 'boa' relativamente à criança a quem se aplica. Há quem seja espetacular a ciências e tenha mais dificuldade em juntar três palavras, e quem seja um poeta em potência e quando lhe apresentam uma equação, 'bloqueia', como os computadores... Chegar à positiva geralmente é sempre possível, mas tudo depende daquilo que aquela criança, esticada, consegue dar. Aliás, mesmo em termos de futuro, nem todos têm de ser médicos ou juristas, advogados ou gestores de empresas. Atualmente há imensas carreiras que se pode ter, e as mais produtivas nem são necessariamente as tradicionais.

 

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